Decortiles & Calu Fontes apresentam cobogós exclusivos
Nova coleção reinterpreta elemento icônico da arquitetura brasileira por meio de três séries autorais que dialogam entre tradição e contemporaneidade.
A Decortiles e a artista visual e arquiteta Calu Fontes ampliam sua parceria de 15 anos com o lançamento de uma coleção inédita de cobogós. Com três séries exclusivas, a coleção explora diferentes materialidades, formatos e conceitos, onde a luz encontra novas formas de expressão. Cada peça carrega o olhar sensível da artista, capaz de desenhar atmosferas e revelar narrativas únicas e sensoriais.

Desenvolvida ao longo de meses de pesquisa e experimentação, cada série propõe uma leitura particular sobre o elemento vazado: da geometria pura à referência orgânica, da cerâmica extrudada ao acabamento esmaltado. O resultado é um conjunto de peças que se afirmam como gesto poético, superfícies que criam interações com os espaços, trazendo um novo significado para essa tipologia tão emblemática.
O cobogó como patrimônio arquitetônico brasileiro
O cobogó nasceu em Recife, na década de 1920, como resposta ao clima tropical brasileiro. Criado pelos engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis, cujos sobrenomes originaram o termo cobogó, o elemento vazado foi concebido para proporcionar ventilação cruzada e iluminação natural sem comprometer a privacidade ou o conforto térmico das edificações.

Ao longo de décadas, o cobogó se consolidou como ícone da arquitetura moderna brasileira, presente em obras de arquitetos como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, por exemplo. Como sinônimo de urbanismo e estética arquitetônica, a nova coleção cocriativa entre Decortiles e Calu Fontes resgata essa herança e a projeta para o presente, mantendo os princípios funcionais originais (ventilação, luz, privacidade) enquanto expande o vocabulário formal e conceitual do elemento vazado.
“Os cobogós são referências que sempre me acompanharam. Na minha formação em arquitetura, essa admiração se transformou em paixão. Hoje, como artista, sigo explorando as infinitas possibilidades das texturas, volumes e desenhos que a passagem da luz revela”, comenta a artista.
Luz Dupla: a essência do elemento vazado
Um quadrado. Um traço diagonal que reorganiza o espaço. Em cada metade, uma haste vertical que termina em uma pequena esfera, criando pontos para a passagem de luz. É a partir desse gesto geométrico que nasce o cobogó Luz Dupla, uma síntese precisa do elemento vazado e da forma como a luz pode ser desenhada pela matéria.

Desenvolvido em cerâmica extrudada, técnica que remete aos primeiros cobogós brasileiros, a série celebra a transformação do barro pelo fogo. O material escolhido estabelece um vínculo direto com a tradição dos cobogós, onde o design contemporâneo encontra o caráter rústico e acolhedor da cerâmica. “No Luz Dupla, a iluminação acontece de duas formas, na matéria e no significado. A forma revela a luz e o conceito celebra sua presença”, destaca Calu.
Peixe: movimento e memória afetiva
Presença constante na obra de Calu Fontes, o peixe é símbolo de movimento, liberdade e conexão com o mar. Na nova série de cobogós, esse elemento ganha forma em peça retangular onde linhas e vazios se entrelaçam para compor o contorno do animal. A luz que atravessa seus espaços cria reflexos e sombras que remetem ao brilho das águas em movimento.

A paleta cromática traduz o universo marinho. Azul Cobalto, Ostra e Argento são tonalidades que referenciam as cores da água, os tons das pérolas, das conchas e das pedras. Além disso, os tons combinados possibilitam criar ritmos visuais diversos como as ondas do mar, nunca iguais, mas sempre em movimento. “Dizem que perto do mar a gente é mais feliz. Eu acredito nisso. Quando comecei a criar essa série, senti uma intuição: levar o mar para dentro das casas. Assim nasceu o cobogó Peixe com peças que trazem a energia das águas”, destaca.
Grade: pureza e ritmo das formas
O cobogó Grade explora a pureza da forma e o equilíbrio entre peças cheias e vazias. São dois modelos retangulares, com cantos internos suavemente arredondados, um vazado, outro preenchido. Essa dualidade cria o ritmo e o contraste artístico com um jogo geométrico de luz e sombra.

Suas formas minimalistas dialogam com curvas internas delicadas, criando uma superfície que respira movimento, transparência e elegância. O resultado é expressivo e sofisticado. As cores escolhidas, verde escuro, rosa e preto, podem ser usadas isoladamente para criar uma estética minimalista ou dinâmica, evidenciando o contraste de cores. O acabamento esmaltado remete ao universo da azulejaria, referência constante na trajetória de Calu Fontes. “Com o Grade, celebramos as cores, o ritmo, a luz e a forma em uma peça que transforma a arquitetura em expressão artística.”