ConnectArch Summit :: Confira os melhores momentos do segundo dia do evento

Segundo dia do ConnectArch Summit promove diálogos sobre inovação, informação, natureza e criatividade

Nesta quarta-feira (21) ocorreu o segundo dia do ConnectArch SummitDesign em edição, promovido pelas marcas Eliane e Decortiles. Dando sequência ao evento que teve início ontem (20), Vivian Sipriano, Renato Mendonça e o arquiteto, jornalista e crítico de design Marcelo Lima receberam Arthur Casas, profissional premiado nacional e internacionalmente, Debora Aguiar, uma das pioneiras no segmento eco-luxury, Marko Brajovic, arquiteto e designer croata radicado no Brasil, o francês Cédric Morisset, CEO da Pierre Yovanovitch Mobilier e Fred Gelli, CEO da Tátil Design e professor da PUC-RJ nas áreas de Ecoinovação e Biomimética.

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Arthur Casas foi o primeiro a se apresentar ao público. Ele comentou sobre o processo criativo em todas as escalas e relembrou os desafios e propostas executadas em seus projetos, que vão desde espaços públicos, edifícios, residências e até peças de design. O profissional destacou que é necessário haver uma razão maior do que apenas existir durante a criação de algo. Deu como exemplo os edifícios, que precisam trazer melhorias e devolver algo para o entorno onde estão inseridos.

Em seguida foi a vez de Debora Aguiar falar sobre a casa como um refúgio emocional. A arquiteta compartilhou com os espectadores diversos projetos e debateu a respeito da casa ressignificada, o atual momento e as novas necessidades. Também alertou  sobre a necessidade de repensar o morar. A arquiteta definiu “casa” como sinônimo de “amor”, exemplificando como cada ambiente composto pelos elementos corretos é capaz de transformar um projeto arquitetônico.  Destacou o poder dos elementos naturais e dos objetos afetivos na criação de espaços únicos e acolhedores mostrando que é possível trazer aconchego também com as memórias de quem habita o lar.

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A natureza da forma e as formas da natureza nortearam a palestra de Marko Brajovic. O croata radicado no Brasil definiu que ela é a maior tecnologia de design existente. Isso porque já passou por milhões de anos de evolução e sempre se adaptou a cada uma das diversas situações. Brajovic disse ainda que sua equipe realiza trabalhos para mapear os movimentos naturais e tranportá-los para a arquitetura.

O designer francês Cédric Morisset explorou em sua apresentação a cena do design colecionável no Brasil e no mundo. Conhecido por prestar consultoria a grandes marcas de alto padrão, ele definiu os elementos que fazem o design ser colecionável: deve ser raro, limitado, estar fora de produção e ter um desenho único. Cédric elogiou ícones do Brasil como os Irmãos Campana e Sérgio Rodrigues, destacando o quanto elevaram o desenho brasileiro no exterior e desafiam novos designers a alcançarem tão alto nível.

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Fechando o segundo dia, Fred Gelli proporcionou uma verdadeira aula sobre o design como lente poderosa na construção de um futuro mais sustentável. O responsável pela criação das Marcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 passou uma mensagem positiva de como o mundo pode e deve aprender mais com a natureza. Gelli destacou a necessidade do ser humano em se adaptar a esse novo mundo e às consequências do que foi feito há muitos anos com o planeta. Propôs reflexões importantes a respeito da evolução da sociedade e comentou o papel da biomimética nesse contexto, conectado ao que Marko Brajovic comentara anteriormente.

O ConnectArch Summit é uma iniciativa do programa de relacionamento para arquitetos e designers de interiores ConnectArch, das marcas Eliane e Decortiles. O evento segue até quinta-feira (22) com a proposta de repensar identidades pessoais e coletivas, inovações, criatividade e hábitos de uso e consumo em um mundo em constante mudança e aceleração. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site connectarch.com.br/summit/.