Decortiles encerra participação no Dw!2019

Uma semana de exposição inédita com 32 cadeiras icônicas. Dez talks, incontáveis possibilidades de conteúdo, centenas de visitantes, a Decortiles por meio da Casa Brasil Eliane encerra participação no Dw!2019. O propósito de promover conhecimento e compartilhamento de ideias foi alcançado. “Durante uma semana inteira nós promovemos cultura. Foi uma enorme satisfação abrir a Casa para oferecer um conteúdo de tamanha qualidade. Tivemos o privilégio de conhecer e divulgar o trabalho e o talento de muitos profissionais, em especial, dos artistas do Museu das Cadeiras Brasileiras”, comentou o diretor comercial, Rogério Longoni.

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Depois de três dias de talks, a programação foi encerrada na sexta feira (23), com a participação da artista Calu Fontes, da produtora de conteúdo Nathália Candelária e da designer de produto Sílvia Grilli. Dos cadernos de escola e uma caneta nanquim para a pintura em cerâmica, Calu abriu o último dia de talks conduzindo o público em seu próprio percurso de criação. Arquiteta por formação, ela se encontrou na técnica muito rápido. Inspirada por música, elementos marinhos, espiritualidade e natureza, ela põe a mão na massa, sente cada peça individualmente e vai criando desenhos exclusivos.

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“Para onde eu vou? A dúvida no início do projeto, na peça em branco, é rica para encontrar novos caminhos. Escolher o trajeto mais difícil acaba sendo escolher o trajeto mais rico. O segredo é perder tempo com o que se gosta e nunca parar de experimentar”, aconselhou Calu.

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Desacelerar para encontrar um sentido é também um dos objetivos de Nathália Candelária. Formada em Economia, ela deu uma guinada na carreira há poucos anos quando quis registar as obras no próprio apartamento. Como tornar o espaço um lar? Foi a partir dessa dúvida que surgiu o perfil Apartamento_203, no Instagram. Em dois anos, o @ virou negócio e hoje já atende 20 clientes. “Personificar é ter um pouco da memória espalhada pela casa. É passar emoção e não decoração, e os objetos nos ajudam nessa tarefa. A casa precisa contar a nossa história. É por isso que procuramos conhecer bem as pessoas que atendemos, manter a essência dos moradores em cada projeto”, explicou Nathália.

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Sílvia Grilli fechou o dia reforçou a importância de se manter a essência, desta vez, na criação. Como inserir elementos brasileiros no design sem cair no exagero? Essa preocupação ela carrega ao longo dos 30 anos em que trabalha desenhando móveis. “É preciso ter critérios para colocar os signos na criação, senão, a gente faz uma salada. O índio é Brasil, a Bahia é Brasil. Como explicar o que é brasilidade? Tudo é Brasil! Colocar isso num projeto com comportamento leve e descontraído é um desafio, porque se formos buscar a brasilidade, a gente tem conteúdo que nunca se esgota”, concluiu Sílvia.