REVESTIMENTOS IDEAIS PARA RENOVAR A CASA E TORNÁ-LA AINDA MAIS ACONCHEGANTE

Acabamentos que replicam padrões de pedras ou madeiras, além daqueles que se inspiram na natureza para transmitir mais leveza aos ambientes, são tendência. Confira!

À medida em que passamos a ficar muito mais tempo em nossas casas, começamos também a levar estilos de vida mais conscientes, priorizando nosso conforto e bem-estar, valorizando ainda mais questões relacionadas à praticidade e que nos proporcionem formas de se reconectar com a natureza. Neste sentido, soluções de arquitetura e design podem ajudar a criar ambientes mais acolhedores. Afinal, de acordo com a WGSN, empresa especializada em previsão de tendências, o centro doméstico continuará sendo o foco principal para a vida pós-pandemia, nos levando a investir em práticas e produtos mais saudáveis e sustentáveis.

A preocupação com a qualidade de vida e a necessidade de viver em um ambiente que é capaz de permitir a realização de múltiplas tarefas de forma funcional e com conforto, fez com que passássemos a enxergar nossos lares sob uma nova perspectiva: a de um porto seguro, um refúgio. Se você também está buscando formas de aprimorar os ambientes de convivência em sua casa, para que eles ofereçam sensações de bem-estar, acolhimento e de pertencimento à natureza.

A natureza como inspiração

No revestimento Carpa, as escamas aparecem como microtexturas tridimensionais que criam delicados movimentos nas paredes. Efeitos especiais reproduzidos com materiais nobres trazem para a superfície do azulejo 30x90cm um sutil brilho perolado, inspirado pela característica iridescente natural das peles de alguns peixes e animais aquáticos, ou seja, que refletem as cores do arco-íris.

carpa
Neste ambiente, a parede é revestida com o porcelanato Carpa Branco
 – inspirado nas escamas do peixe cuja pele é iridescente

Beleza tropical

As belas paisagens tropicais da Ilha da Magia e seus paraísos naturais serviram de base para a criação do porcelanato Pach Floripa Azul. O estilo tropical aparece em uma linha mais sóbria e refinada, em versão 29x29cm com grafismos em tons de azul sobre o fundo branco, uma referência ao estilo naval e marítimo. Os traços estilizados brincam com a assimetria e as silhuetas de plantas exóticas e folhagens da flora brasileira.

Plantas exóticas e folhagens da fauna brasileira são destaque na coleção Patch Floripa Azul

Pau e pedra

Inspirados nos brises e tacos de madeira natural, elementos da arquitetura brasileira, os porcelanatos Bamboo Dark e Atlântica Âmbar fazem bem o papel das tradicionais ripas com os formatos 9,5x120cm e 9,5x59cm. Além de pisos e paredes internas, eles podem ser aplicados em fachadas externas, especialmente com efeito espinha de peixe. Além disso, oferecem várias possibilidades de aplicação, texturas e composições com a tecnologia de impressão HD. Já o Diamantina Cinza é um mosaico que faz alusão às pedras naturais e minerais. É também uma referência ao parque nacional da Chapada Diamantina, na Bahia. Os formatos das peças são inspirados nos cristais e estruturas minerais como o diamante, criando uma geometria elaborada e criativa que pode ser aplicada em pisos e paredes. É uma peça ideal para os que primam pela conexão com o meio ambiente, pois permite a adoção de soluções que tragam um pouco do exterior para dentro de casa.

No ambiente acima, o porcelanato Bamboo Dark, que faz as vezes do piso de madeira, confere aconchego ao home office. Já na imagem, abaixo, as réguas do Atlântica Âmbar contrastam de forma elegante com os mosaicos Diamantina Cinza que aparecem na parede

Flora brasileira

Galhos e vegetações características das paisagens tipicamente brasileiras inspiram o azulejo artístico Cerrado. A sutileza dos padrões gráficos é combinada com uma moderna cartela de cinzas, que pode ser aplicada com uma série de materiais e texturas, como a madeira. São três estampas diferentes compondo um kit, que pode ser utilizado de forma direcionada ou aleatória.

A natureza se faz presente na escolha de revestimentos como Cerrado Cinza e Bamboo Dark

Para conhecer as novas coleções da Decortiles, acesse: https://www.decortiles.com/lancamentos-2021/

O minimalismo: do projeto ao essencialismo

Por WBK Comunicação

O minimalismo e o essencialismo tem se popularizado como estilos de vida baseado no autoconhecimento, leveza, guarda roupas cápsula e pouco consumo, mostrando que o indivíduo pode concentrar seus esforços apenas ao que importa em sua vivência.

Apesar de muito parecidos, os dois movimentos são diferentes e possuem características individuais.

O minimalismo é um movimento que influenciou a arquitetura e o design, com grandes projetistas, obras e elementos que identificam o estilo.

Em tempos de pandemia, o morar foi ressignificado, passamos a olhar mais para dentro, percebemos mais o que era útil e sentimos falta do que realmente era necessário, ações que são parte do ideal do essencialismo.

Surgimento do minimalismo

Antes de tudo vamos falar sobre esse estilo que é inspirado na arquitetura tradicional japonesa e no movimento De Stijl, dos anos 20, que utiliza linhas retas, elementos e formas simples.

Movimento De Stijl

No Japão, o minimalismo já fazia parte da cultura e começou a se destacar na década de 80, devido ao rápido crescimento populacional urbano, o avanço tecnológico e as frequentes catástrofes naturais que, em questão de segundos, demoliam qualquer estrutura.

Além disso, independentemente do local, essa tendência limpa, leve e sem excessos é considerada por muitos como uma resposta à complexa e sobrecarregada vida urbana e sua sociedade consumista.

Quais elementos compõem o minimalismo?

Quando se fala em projetos, ele pode ser minimalista quando marcado por formas simples e poucos elementos. As principais características são:

  • Cores neutras e suaves
  • Leveza, simplicidade e funcionalismo
  • Estruturas limpas e poucas formas geométricas em um mesmo projeto.
  • Inovação no uso de materiais como cimento, vidro, tijolos e madeira.
  • Valorização da iluminação natural.
Ambiente minimalista

Entenda o que não é minimalismo

É importante esclarecer que, nem sempre o termo “minimalismo” é usado adequadamente.

Adotar o minimalismo como estilo de vida, decoração ou arquitetura não significa se livrar de todos os objetos à sua volta ou escolher apenas itens mais simples para compor um ambiente.

A verdade é que não existe uma regra para o minimalismo — o princípio que rege este estilo é possuir ou ser rodeado apenas por itens que o deixam feliz e têm papel essencial para um estilo de vida ideal.

Quando entramos na questão do essencialismo, podemos questionar cada ambiente e trazer à mente o que realmente se torna essencial na individualidade de cada pessoa, onde um mundo de possibilidades, erros e acertos podem se tornar um desafio, quando não existe comunicação. 

Casas essenciais em transformação

A pandemia transformou todo o nosso mundo. Nosso jeito de consumir, produzir e se comunicar. Sejam ambientes residenciais ou comerciais. A nova cultura do morar e do trabalhar, transformaram a forma de aplicar certos conceitos determinados pela história da arte, da arquitetura, do design, inclusive o minimalismo. 

O ambiente e vida que antes era minimalista, podem ter passado por transformações e necessidades que fizeram agregar novos móveis, práticas para um conceito adaptado ao essencial. O conciliar de algumas atividades, que antes não eram previstas em um cômodo. O abandono de determinada rotina por limitações e regras agora impostas, criaram novos hábitos ou apenas transformações passageiras?

As transformações nem sempre serão inimigas. Existem tantas que trazem reflexões, melhorias e inclusive aperfeiçoam o ato de morar e projetar.

O encontro com o equilíbrio

Apesar da grande onda de transformações serem constantes, é preciso olhar para si e questionar o real motivo de tais mudanças.

Quando existe a revelação e compreensão dos reais motivos de aplicar ou assumir tal estilo, facilmente o processo de transição será sutil e nada agressivo.

Quando se fala em pandemia, a necessidade momentânea pode alterar projetos e hábitos que, certamente, voltarão à sua normalidade quando tudo acabar.  Ou não, a exemplo de morar perto do trabalho, manter o home office, cozinhar todos os dias com os filhos, criar uma horta dentro de casa, adicionar mais detalhes e conforto a um cômodo antes não utilizado.

É importante encontrar o equilíbrio do que é influência momentânea e o que é transformação de hábito.

O atendimento humanizado e o briefing detalhado nunca foi tão essencial para determinar necessidades passageiras e transformações de hábitos que verdadeiramente impactaram as pessoas.

O essencialismo pode ter sido um grande aprendizado para muitos e certamente continuará influenciando pessoas, projetos e ambientes.

Essencialismo ao minimalismo

PRODUTOS QUE RETRATAM MATERIAIS NATURAIS ESTÃO EM ALTA NO DÉCOR

Utilizando tecnologia e inovação, os revestimentos cerâmicos conseguem transmitir a essência da natureza, aliando beleza e funcionalidade

Coral
Revestimento Coral Cinza

Como resposta à dinamicidade da vida moderna, os materiais naturais passaram a ocupar uma posição de destaque quando o assunto é decoração. Por colocarem em evidência sensações de acolhimento, rusticidade e suavidade aos projetos, eles conferem forte personalidade aos ambientes, ao mesmo tempo em que nos conectam com a natureza.

Essas novas necessidades do morar, intensificadas pelos desafios atuais, estão influenciando profundamente o segmento da construção civil, movimento que tem influência também na criação de revestimentos cerâmicos. A Decortiles tem como inspiração o meio ambiente e une a necessidade de morar bem com o desejo de autoexpressão através de produtos exclusivos que extraem cores, padrões e texturas presentes na natureza.

A possibilidade de aplicação dos porcelanatos em pisos, paredes, bancadas e até móveis proporciona uma decoração mais criativa, sem abrir mão da elegância e do visual natural em todo o espaço, mantendo a unidade e a personalidade do ambiente.

Confira os destaques e inspire-se:

Os efeitos gráficos das espinhas de peixe do azulejo Recife Cinza, que foi inspirado nos recifes, formações rochosas submersas nas águas oceânicas costeiras, abrigam um rico ecossistema marinho, de grande biodiversidade, podem ser interpretados das mais diversas maneiras e ganham estampas em alta definição no revestimento 45x120cm.

Recife Cinza
Revestimento Recife Cinza na parede

Foz simboliza o ponto de desaguamento de um rio, os motivos aquáticos como as escamas e espinhas de peixe como elementos gráficos e os tons de azul e verde, uma referência à agua e à vegetação que contorna as paisagens. Assim, em formatos 120x120cm, 59×118,2cm e 29,8x120cm, o revestimento Foz Cinza evoca o aspecto terapêutico dos seixos e, com um toque contemporâneo, coloca a natureza de forma sutil nos mais variados ambientes – inclusive, em piscinas.

Foz Cinza
Revestimento Foz Cinza

Os parques naturais, grandes pulmões verdes em meio ao concreto das grandes cidades, inspiram o azulejo Ibirapuera. Os efeitos de brise, clássicos da arquitetura brasileira, aparecem com referências naturais dos troncos das árvores nativas e da vegetação brasileira e ganham estampas em alta definição nas versões madeira e cimento em Ibirapuera Camel, 30×90,2cm, e Ibirapuera Cinza, 45x120cm.

Ibirapuera Camel
Revestimento Ibirapuera Camel
Ibirapuera cinza
Revestimento Ibirapuera Cinza

As estruturas geométricas tridimensionais dos minerais inspiram o azulejo Mineral Prata. Além do complexo geometrismo criado sobre a peça de 45x120cm, traz uma aplicação metalizada especial que cria uma quarta dimensão, evidenciada pela interação com a luz.

Mineral Prata
Revestimento Mineral Prata

O revestimento Patch Floripa Azul se inspira nas belas paisagens tropicais da Ilha da Magia e seus paraísos naturais. O estilo tropical aparece em uma proposta mais sóbria e refinada, com grafismos em tons de azul sobre o fundo branco, uma referência ao estilo naval e marítimo.

Patch Floripa
Revestimento Patch Floripa Azul

Arte na Arquitetura e Interiores

O Connectarch entrevistou com exclusividade Allex Colontonio, dos Decornautas, que falou sobre arte, arquitetura e interiores. Confira!

Por Ivan Dognani

Arte e Arquitetura se entrelaçam e são tão parte uma da outra quanto a uva é do vinho.  Muitos acreditam que a Arte chega como forma de inspiração ou apenas para embelezar um projeto arquitetônico ou de interiores. Mas a Arquitetura por si só já é uma arte. Aliás, segundo o polêmico “Manifesto das Sete Artes”, escrito no início do século XX pelo italiano Riccioto Canudo, a Arquitetura é a primeiríssima arte clássica, antes mesmo das esculturas, pinturas, música e da literatura, como lembrou Allex Colontonio em entrevista exclusiva para o Connectarch.

Com uma carreira consolidada no mercado editorial brasileiro focado em arquitetura, decoração e design, Allex também é uma referência em conteúdo online devido ao vasto conhecimento e aos anos como diretor de arte de grandes revistas.

A arte influênciando projetos arquitetônicos

Para Allex, Arte e Arquitetura são indissociáveis entre si, enquanto expressão, idealização, materialização. Ele relembra o “Manifesto das Sete Artes” e concorda dizendo que se trata essencialmente de abrigo, da arte de projetar o espaço que o outro vai ocupar – e desenvolver ali suas atividades mais elementares, como comer, dormir, amar, viver – indo ainda mais longe, da mais humana de todas as artes. O crítico acredita que toda e qualquer narrativa, da filosofia à poesia, da música às artes plásticas, pode – e deve – estimular, inspirar, incitar o gesto arquitetônico, muito antes dos complexos saberes técnicos que ela demanda. “Somos um conjunto de tudo o que vemos, vivemos, sentimos, experimentamos ou aspiramos ser. Neste caso, como bem resumiu Oscar Niemeyer, “a arquitetura é um sopro”. E o fôlego vem da arte”, completa.  

bauhaus
Escola de Arte Bauhaus em Dessau Alemanha

As obras de arte podem também ser o ponto de partida de um projeto arquitetônico. Allex é categórico em dizer que elas podem, foram e continuarão sendo. “Basta olharmos para a Bauhaus, a escola de arte alemã que (re)determinou os rumos da arquitetura no mundo. Agora rebobine a fita alguns séculos. Trata-se de uma relação recíproca nas duas vias. Do Classicismo ao Realismo, do Simbolismo ao Modernismo, grandes artistas se apropriaram da arquitetura como paisagem em suas pinturas, hoje convertidas em únicos registros históricos daquilo que muitas vezes nem existe mais. Já que inúmeras construções cederam lugar às ruínas da guerra ou do tempo. Acredito que, historicamente, Mondrian seja o artista que mais impulsionou a arquitetura, em diferentes épocas, escolas e escalas. Mas daria para listar centenas de outros casos notórios”, diz.

Ele exemplifica com o projeto de Frank Gehry para a sua própria casa de 1978, assim como o Vitra Design Museum, de 1989, que traduzem o desenho-colagem do Surrealist Apartment de Salvador Dali para estruturas construídas.

As influências na arquitetura brasileira

“Evidentemente que, por conta da colonização, herdamos muito da arquitetura portuguesa. Mas sem planejamento urbano, crescendo de forma desenfreada, acabamos nos tornando um grande pastiche entre prédios pseudo-futuristas e edifícios neoclássicos assombrosos. Mas o lado bom e premiado, segundo Allex, é que a nossa identidade modernista, oriunda da  fonte de Le Corbusier, valoriza um gesto muito mais disruptivo do que qualquer escola estilística tradicional. “Até o surrealismo é combustível para os compassos mais sagazes. E já que estamos deslizando por ele, me vem à cabeça as formas sinuosas de Brasília que representam boa parte do nosso legado modernista. Na minha opinião, tudo, simplesmente TUDO, pode ser o ponto de partida de um desenho”.  

Palácio da Alvorada, Brasília

“A arte não é acessório, é aquilo que te faz bem”

O decornauta tem uma visão bastante crítica a respeito de quem enxerga a arte como mero acessório. “Não quero rotular nada e nem criar polêmica. Mas arte não é acessório e não pode ser vulgarizada. A arte precisa ser vista como algo que lhe faz bem, que lhe diga algo e funcione como uma janela de conexão consigo próprio”. Para ele, não existe uma fórmula específica para classificar um décor como “artsy” a partir de utilitários, a menos que você seja um colecionador e tenha um interesse muito focado nisso, apostando em peças autorais, seriadas, cujos processos produtivos partem de uma escala outra de conceito ou técnica de execução. “Antes que me julguem, não tenho nada contra a produção de massa, ao contrário: sou um entusiasta do acesso e da democratização da arte. Já faz algum tempo que a indústria assumiu sua relação com ela e muitas vezes foi julgada, sentenciada e cancelada por isso”, ressalta.

Arte é arte desde que não seja cópia

Para o jornalista, se você não é um colecionador, um investidor, um iniciado ou um mecenas, é preciso, em primeiro lugar, se desapegar completamente da ideia de que a arte só vale quando balizada por uma grande galeria, marchand, feira ou coisa que o valha. “Arte é expressão, paixão, emoção, sensibilidade, feeling. Tem que ser legal pra você que vai conviver com ela!”.  É claro que no pregão da sociedade capitalista, a arte atingiu valor de mercado estratosférico, se tornando, inclusive, um investimento seguro. “Particularmente não tenho preconceito com nada – desde que não seja cópia, evidente, e que não estupre a propriedade intelectual de ninguém nesses tempos de usurpação. Aos amigos, recomendo fotografias de jovens artistas, mais acessíveis, gravuras e por aí vai.”

Arte e personalidade do Design de Interiores

Colontonio define o design de interiores como uma extensão da casca arquitetônica, imaginada para amparar nossas necessidades, anseios e desejos que se desdobram a partir da ideia de acolhimento, aconchego, repouso, reunião, confraternização, reflexão, estudo, diversão. Consequentemente, transborda dos mesmos princípios de ocupação/habitação delineados pela arquitetura tanto como traço estilístico, manifestação de gosto, quanto pelo programa estrutural/organizacional em si. Precisa ser confortável, ergonômico, plástico e, consequentemente, inspirador. “Novamente evocando nosso mestre modernista, ele precisa respirar arte. Senão, sufoca, é estéril, perecível, inócuo”, reflete.  

Guardadas as devidas proporções e seus respectivos valores, já que estamos falando de um bem de consumo muito mais caro – ninguém troca de sofá como quem troca de roupa –, o décor é uma forma de expressão tão legítima quanto a moda. Nosso espaço diz muito sobre quem somos. Lá estão impressas as nossas escolhas pessoais, derivadas dos nossos investimentos ou oportunidades. Nem sempre podemos comprar aquilo que sonhamos e somos obrigados a traçar um plano B, C ou D. O importante é reforçar aqui que, entre todas essas escolhas, a arte não pode ser reduzida a um mero acessório.

Artesanato e arte local na arquitetura e interiores

“Tão inculto quanto negar nosso artesanato é combinar sofá com almofada e tapete!”, exclama. Para o especialista, o brasileiro que vive nas grandes metrópoles nega, renega e nega novamente o artesanato regional por pura ignorância, colonialismo. “Não consigo pensar em nada mais cafona do que trocar essas joias legítimas da nossa cultura por réplicas fajutas dos Guerreiros de Xian ou de estátuas tribais que vemos nas revistas gringas”.

Cerâmica do Vale do Jequitinhonha

Das cerâmicas do Vale do Jequitinhonha às espetaculares cestarias de capim dourado do Jalapão, passando pelas comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, temos um dos artesanatos mais espetaculares do planeta. Um investimento democrático, que valoriza nossas raízes e enche a vida de beleza. Artesanato brasileiro é o que há de mais cool. “Mas, subindo ainda mais o volume, além do artesanato, a Arte Popular brasileira é um capítulo à parte. O que pode ser mais contemporâneo – e arrasador – do que uma escultura do Véio?”, questiona.

Arte, arquitetura e os decornautas

Os Decornautas são conhecidos por sair do comum e adorar o contraste de cores. Isso faz parte das inspirações artísticas de André Rodrigues e Allex Colontonio, a dupla por trás do fenômeno Decornautas Design House, localizada em São Paulo. “O que você chama de ‘sair do lugar comum’ é a espinha dorsal do nosso trabalho, daquilo que defendemos enquanto jornalistas e diretores de arte, que é um pouco mais de personalidade na arquitetura, na casa e na vida. André Rodrigues e eu apostamos na cor como uma bandeira de liberdade porque cor é expressão, emoção, temperatura. A atual encarnação do nosso living é improvável: vermelha e amarela, as mesmas cores usadas pelo fast food mais blockbuster do planeta, o McDonald’s! Somos amigos íntimos de alguns dos arquitetos mais respeitados do país e eles foram unânimes em dizer ‘não façam isso!’, pois fizemos e adoramos”.

Living da Decornautas Design House

As cores foram inspiradas nas artes plásticas e na arquitetura – na obra “Desvios para o Vermelho” do Cildo Meirelles, e no arquiteto mexicano Legorreta. Tudo o que fazem vem das suas referências artísticas, mas muitas vezes, como mencionado anteriormente, uma poesia ou uma música pode inspirar tanto quanto um quadro.

“Ah, um detalhe: os arquitetos, ainda que contrariados, amaram o resultado Ronald McDonald da sala!”, disse, aos risos.

A definição do grande Ferreira Gullar resume o que é Arte para Allex Colontonio: “A arte existe porque a vida não basta!”.

Living contemporâneo tem ambientes integrados para reunir e receber

A arquiteta Ana Cláudia Barbieri (@anaclaudiabarbieriarquitetura) projetou esse living com os ambientes totalmente integrados, pensado para reunir e receber.

ana claudia barbieri

Uma das tendências mais fortes em decoração e interiores atualmente são os espaços integrados. Cada vez mais as paredes deixam de existir, dando espaço a ambientes mais amplos e conferindo aspecto contemporâneo aos projetos.

“A integração total dos ambientes era o desejo, por isso, mesmo com a cozinha mais reservada, por exemplo, ela ainda interage com os demais ambientes de convívio”.

living

O revestimento hexágono, em três diferentes espessuras, serviu de plano de fundo para a sala de jantar e trouxe movimento e modernidade ao espaço. A iluminação diferenciada evidencia a volumetria e cria um efeito interessante de luz e sombra. “O revestimento foi uma das primeiras escolhas do projeto e serviu de inspiração para todo o contexto”, conta Ana Cláudia.

living

“A escolha do mobiliário leve e com design diferenciado ajudou ainda mais a dar personalidade a este ambiente e todo esse plano de fundo é duplicado pelo espelho na parede frontal”.

Com uma arquitetura contemporânea, esse apartamento combina materiais modernos com o toque da madeira, de maneira pontual, proporcionando, assim, um ambiente aconchegante e atemporal.

Produto: Hexágono Branco 1, 2 e 3 – 30×34,5cm

Assista ao vídeo e conheça o projeto: