ConnectArch Summit: reúne mais de 10 mil pessoas ao longo do evento

Terminou hoje (22) o ConnectArch Summit Design em edição”, promovido pelas marcas Eliane e Decortiles, que reuniu nos dias 20, 21 e  22 grandes nomes nacionais e internacionais da arquitetura e do design para repensar identidades pessoais e coletivas, inovações, criatividade, hábitos de uso e consumo em um mundo em constante mudança e aceleração. Edson Gaidzinski, Jr. – Diretor-Presidente das marcas, deu boas vindas ao público e lembrou que o evento faz parte das comemorações de 60 anos da Eliane Revestimentos. O executivo citou que networking também é devolver algo para o outro e que o ConnectArch Summit é um presente para os profissionais  e estudantes do segmento.

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Para fechar o ciclo de conteúdo, os convidados da tarde foram: Giulio Iachetti, designer radicado em Milão; o italiano Ferruccio Laviani, que é diretor de arte da KARTELL e famoso pelos trabalhos realizados para as lojas da grife Dolce & Gabbana e seus estilistas;  Tsuyoshi Tane, arquiteto nipônico reconhecido mundialmente por seus projetos e edifícios premiados como o Museu Nacional da Estônia e o Estádio Kofun – que será palco das próximas Olimpíadas;  Gustavo Martini, brasileiro radicado em Milão, vencedor do prêmio Next Generation Designer of the Year; e Gregory Bousquet, do escritório Triptyque.

O primeiro palestrante do dia Giulio Iachetti falou sobre as raízes e perspectivas do produto ‘Made in Italy’ em um mundo em transformação. O designer destacou a maneira singular de como os italianos utilizaram o design como ferramenta de transformação em situações de pobreza e crise. Outro assunto abordado foi a sustentabilidade, que na visão  dele, está em produzir objetos que vão perdurar por muito tempo. Iachetti ressaltou que é preciso olhar o passado trilhando um novo caminho para o design no futuro em um mundo pós pandêmico.

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Em seguida foi a vez de Ferruccio Laviani que se debruçou sobre o tema Arte, Moda, Arquitetura: o design em zona de contaminação. O arquiteto que assina para grandes marcas como Dolce & Gabana, disse não se preocupar em ser conhecido por um traço característico, mas sim que seus projetos tenham estéticas diferentes. Sobre sustentabilidade, observou que a reciclagem é uma questão sociocultural. Ressaltou ainda que para trabalhar com o plástico, o grande vilão do século XXI, é preciso tecnologia e pesquisa para utilizar e reutilizar o material adequadamente.

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Reconhecido pelo trabalho de arqueologia histórica feito antes de inicar seus premiados projetos, Tsuyoshi Tane falou sobre seu processo de criação, que é manual. O arquiteto disse reconhecer a força do computador, mas também sabe das limitações das máquinas, por isso prefere criar com as mãos. O profissional explicou como usa a memória do lugar como princípio norteador dos trabalhos. Para ele,  a arquitetura pertence ao local,  e completou dizendo que a funcionalidade do edifício é sempre alterada pela humanidade. Sobre o tema macro do dia, Tane diz que a sustentabilidade deve ser pensada também em termos socioculturais. Completou falando que ao invés de demolir um edifício ou uma casa, devemos pensar em como modificá-lo, inová-lo e dar continuidade ao que já existe. Para ele, isso também é respeito ao meio ambiente.

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O design bate o tempo foi o tema abordado por Gustavo Martini. O profisisonal contou sobre suas criações e inspirações e trouxe a visão do desenho italiano, apurada por um brasileiro radicado em Milão. Para ele, o design é uma ferramenta essencial para mudar a perspectiva do ambiente, ressaltou que o desenho inteligente pode ser atemporal, com grande respeito à própria matéria-prima. Finalizou com a seguinte frase: às vezes não importam as suas qualidades, o que interfere realmente é como você apresenta sua ideia.

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Encerrando a noite, Gregory Bousquet, do escritório Triptyque trouxe o tema novos territórios – caminhos disruptivos e inovadores para a cidade. O profissional lembrou que a arquitetura eficiente, didática e real é quem mudará as megalópes, que precisam de uma transformação imediata. Disse também que pensar numa cidade mais sustentável é refletir na palavra por completo, com todos os seus pilares: ambiental, social e cultural. Para ele, o profissional da arquitetura tem a  responsabilidade de projetar pensando na cidade como a maior área de recepção do ser humano, sempre repensando o uso das áreas verdes que precisam existir. Finalizou dizendo que a natureza é fundamental na arquitetura.

Assista ao vídeo com os melhores momentos desses 3 dias de ConncetArch Summit: